A prefeitura

 

Um grande homem se tornou prefeito da maravilhosa cidade de Lugar Nenhum, com 10 mil habitantes. O prefeito é um amor de pessoa. Competente, honesto e corajoso. Um verdadeiro herói dos tempos modernos. O governo estadual lhe repassa um milhão de dinheiros por mês e com sua habilidade de manejar as contas públicas, criou duas maravilhas: Uma escola pública de qualidade e um belíssimo hospital.

Só que Lugar Nenhum faz divisa com Filhadaputopólis, de 100 mil habitantes, e Nova Caralhinhos, com 50 mil. Ora, tendo um bom hospital de graça a 15km, quem vai querer ficar nos hospitais ruins dessas duas cidades? Todo mundo das cidades vizinhas foram conhecer aquelas belíssimas construções e a população da região se sentia confiante que agora a grande República do Bananal iria finalmente se desenvolver. Agora vai meu fí!

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É o amor…


“Amor é acordar o companheiro de manhã com um boquete” – Israel Nobre

Se eu fosse fazer alguma aposta com alguém de  “qual o termo mais usado na história da humanidade, considerando todas as variações de todos os idiomas, eu chutaria “amor”. Esse sentimento é, de modo geral, algo perene em nossa cultura. E tal qual reacionário “beleza”, normalmente as pessoas são incapazes de conceituar um termo que usam diariamente.

Antes de mais nada, admito que gosto de pensar sobre coisas desnecessárias. Provavelmente, o que está escrito aqui, se é que você vai chegar ao final, não vai fazer diferença nenhuma em sua vida. Também admito que sou um analfabeto filosófico e alguém provavelmente já falou o que eu disse. Então, se quiserem continuar esse texto, tenham em mente essas coisas:

1° – Esse texto não é uma verdade inexorável, é só minha visão.

1.5° – Inexóravel se pronuncia “inêzôrávéu” e você sempre esteve errado.

2° – Nada do que for escrito aqui tem embasamento em escola filosófica, psicológica ou neurológica nenhuma. É só um pensamento livre de uma mente burra (ou como prefiro, filosoficamente não contaminada, porque pensar com a conclusão dos outros é fácil). Dito isso, prosseguirei.

cthulhu

 

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Sobre o radicalismo musical, plágios e o egocentrismo…

Um substantivo é um termo que define um ser ou uma coisa. E é inerente à linguística a habilidade de passar juízo de valor através da conceituação de termos. Para algumas pessoas, o conceito de uma pessoa musicalmente eclética é uma pessoa aberta a novas possibilidades, que não restringe, através de preconceitos, o conhecimento de novas músicas. Por outro lado, ecléticos podem ser definidos como pessoas indecisas e sem senso crítico, que gostam de tudo.

Dito isso, admito que sou uma pessoa de gosto (e desgosto) musical extremamente variado. Curto Funk putaria , Progressivo, Speed Metal e Música clássica. Mas não curto funk ostentação, Death Metal ou MPB. E é importante frisar, nenhum dos estilos que disse, exceto o funk ostentação, são 100%. E o próprio funk ostentação não é nada contra o estilo em si, mas contra a própria ideia da ostentação.

Sakamoto faz de zueira, só pode

Também não precisa exagerar

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Não fale isso, porque muita gente queria estar no seu lugar…

Sabe aquele ditado “dois pesos, duas medidas”? Acredito que ele foi criado quando analisaram como o ser humano enxerga sua própria vida e como vê a vida dos outros. Eu sou uma pessoa relativamente abastada, com uma vida que pode ser melhor descrita como “sem grandes dificuldades”. E imagino que muitos de vocês que lerão isso aqui são pessoas ainda sustentadas pelos pais, então acredito que vocês ouvem ou já ouviram muito essa frase aqui: “Não reclame, você não imagina quantas pessoas queriam estar no seu lugar”.

Montagens toscas, você só encontra em blogs como esse...

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