Super mega blaster ultra mimimi gay pra caralho

Não sei como começar isso aqui. Dizem que a primeira coisa que você precisa para abrir seu coração é ser sincero consigo mesmo e essa é a maior sinceridade que consigo, simplesmente não sei como começar o texto. Se um dia eu for um escritor famoso, uma pergunta que gostaria que fosse feita é “qual é a parte mais difícil de escrever?”

A resposta seria: O primeiro paragrafo ou primeira palavra, talvez a primeira letra.. Um texto de duas mil palavras, ou melhor, um livro de 85 mil palavras, tem sua primeira frase mais difícil do que todo o resto, que simplesmente flui. A introdução desse texto ficou uma merda? Sem dúvida, mas pelo menos eu me livrei desse grande problema que é começar o texto. Se você nunca leu um mimimi gigante nesse blog, em palavras rápidas, é um texto de reflexão que faço no meu aniversário sobre o ano que passou. E para facilitar, dividirei o texto em várias partes, cada um com uma música para repassar minha situação. Enjoy.

The Lonely Man

Em 2012, fiz um mimimi celebrando minha maioridade e a mudança na minha vida. Me parecia que aquele era o momento onde tudo ia começar a dar certo. Eu estava muito errado. O fato é que o ano de 2013 foi, sem dúvida, o pior ano que eu me lembre. Não porque aconteceu algo muito ruim, mas simplesmente porque não aconteceu nada. É impossível passar para as palavras o sentimento daquele ano, mas só eu conseguir descrever que simplesmente não tenho nenhuma lembrança forte dele já mostra quão inútil e insignificante ele foi.

Claro, provavelmente 2014 só aconteceu como aconteceu, porque 2013 foi o que foi. Um ano introspectivo, solitário, sem nenhum acontecimento importante ou algo que o valha. Não seria o menor exagero dizer que 2013 existiu somente para preparar tudo pra 2014, ao invés de um ano para ser vivido de verdade. O ano começou com nada e terminou com um nada. Esse foi o ano que eu tinha aceitado o meu destino patético de ser um cara solitário. Depois de 6 meses isolado do mundo, fingindo que vivia, simplesmente toda e qualquer esperança de uma vida que fosse algo melhor que o mero confortável era ilusão.

Can you feel the love tonight

Ai você chega no fundo do poço. Sozinho, afastado dos amigos, isolado do mundo e está num lugar tão fundo e tão escuro que você se acostuma e começa a fingir, para si, que até que gosta de viver longe do mundo, esse lugar tão assustador e tão desconfortável em comparação à sua cama. Sem fé na humanidade e na própria vida, desejando simplesmente ficar sozinho, qual seria a coisa mais improvável possível? Se apaixonar.

Sabe qual a segunda coisa mais improvável? Alguma mulher no mundo conseguir se interessar por um homem carente, solitário e depressivo. Sabe qual a terceira? Pegar mulher por causa do cubo mágico. Mas essas 3 coisa são bem comuns, em comparação às outras duas improbabilidades. A primeira foi o destino rindo da minha cara e me colocando no único tipo de relacionamento que eu nunca achei que entraria, relacionamento à distância. A maior de todas, por outro lado, era tudo isso ocorrer ainda no maldito ano de 2013, quando eu já estava sonhando com o dia que ele iria acabar. Em Outubro ou Novembro, conheci minha primeira namorada (que logo se tornou ex).

Posso dizer com tranquilidade, De 25 de dezembro à 19 de janeiro , eu vivi a etapa mais non-sense de minha vida. Nesse prazo, eu vi a Isa 3 vezes, duas em Aracaju, uma em Maceió. Se isso não parece já ser estranho pra um relacionamento interestadual, a primeira vez que nos vimos foi uma tarde num hospital de Aracaju, onde ela estava internada. E provavelmente, a menor das insanidades foi a guria adoecer a exatos 20 minutos de conhecer o namorado. Tudo foi louco, marcante, instantâneo e relâmpago. 1 mês e meio de namoro, que me trouxe uma grande amiga e pelo menos umas 5~6 histórias bizarras para contar aos netos um dia. Na verdade, já é o suficiente lembrar que ela quase me cegou duas vezes em 4 horas enquanto ela estava com um braço imobilizado, deitada numa maca de hospital.

Você pode se perguntar, o que ela viu em mim. Não sei e suspeito seriamente que nem ela. Aliás, acho que essa é a primeira vez que conto como eu estava. De qualquer forma, fica ai “Your song” de homenagem para essa louca.

Amigos do peito

O fim do namoro foi na mesma época da viagem pra São Paulo. Por causa de ambos os acontecimentos, começou a crescer em mim um sentimento de que não queria ser aquilo que estava sendo pro resto da vida. Mudei muitas coisas, mas uma muito importante foi me reaproximar de muitos amigos e conhecer vários novos. Merecem lembranças especiais, da viagem de São Paulo, o casal mais fofo do Brasil, Thatu e Lucas, duas pessoas que considero pra caralho. Não posso esquecer também do Miike (sempre citado nessa porra, apesar de todos os dias ficar puto com as merdas que falo), que foi quem basicamente me arranjou a porra do namoro.

Também merecem ser citados o pessoal do cubo mágico, em ordem aleatória, Carol Oliveira, Carol Oliveira, Carol Oliveira (sim, são 3), Rafaela Oliveira, Daniel Buck, Daniel Waldir, Lucas Pires, João Hiroyuki, Augusto Souto, Guilherme Luis, Leonardho Lucena, Carlos de Alcântara, Fabio Seiji, Igor Belmont, Felipe Baldívio e com certeza deve ter mais algumas pessoas que provavelmente vão ficar tristes por terem sido esquecidas (ou não), mas ó, saiba que eu também te amo, MUACK.

E com certeza tem mais gente que eu deveria lembrar, de outros grupos, mas não dá pra citar todo mundo, então se eu esqueci, foi por culpa da memória.

E cheguei aos 20 anos

Resumindo muito, foi isso. Meu ano foi uma montanha russa do caralho, ora feliz de sair beijando mendigo na rua, ora triste a ponto de querer dormir por meses seguidos, mas foi um bom ano e aprendi pra caralho com ele, assim como aprendi com 2013 também e acho que tudo isso que passei pode me transformar em uma pessoa mais inteligente, madura e, porque não, legal.

Também conclui meu primeiro grande projeto, o Tratado sobre o óbvio, iniciei um outro livro que tem potencial pra ser muito legal, comecei também o se endireita, conheci gente legal pra caralho e já comecei grandes planos para 2015, que se derem certo, podem ser mais uma revolução em minha vida. Agradeço, de coração à todas as pessoas que me suportam, apesar da chatice crônica, do excesso de comentários políticos gigantescos no Facebook, da arrogância, da prepotência e por ser sem graça pra caralho. Obrigado mesmo, para todos os meus amigos, por serem tão masoquistas ao ponto de querer conversar comigo…

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2 comentários sobre “Super mega blaster ultra mimimi gay pra caralho

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