Sobre o radicalismo musical, plágios e o egocentrismo…

Um substantivo é um termo que define um ser ou uma coisa. E é inerente à linguística a habilidade de passar juízo de valor através da conceituação de termos. Para algumas pessoas, o conceito de uma pessoa musicalmente eclética é uma pessoa aberta a novas possibilidades, que não restringe, através de preconceitos, o conhecimento de novas músicas. Por outro lado, ecléticos podem ser definidos como pessoas indecisas e sem senso crítico, que gostam de tudo.

Dito isso, admito que sou uma pessoa de gosto (e desgosto) musical extremamente variado. Curto Funk putaria , Progressivo, Speed Metal e Música clássica. Mas não curto funk ostentação, Death Metal ou MPB. E é importante frisar, nenhum dos estilos que disse, exceto o funk ostentação, são 100%. E o próprio funk ostentação não é nada contra o estilo em si, mas contra a própria ideia da ostentação.

Sakamoto faz de zueira, só pode

Também não precisa exagerar

E me incomoda absurdamente as pessoas que são extremamente radicais com estilos de música que não gostam. Tu não gosta de axé, ok, tá certo. Existem n motivos para não gostar. Mas quando você reclama que Chiclete toca na introdução de uma música, parte de In The Flesh, do Pink Floyd, você se torna automaticamente babaca. São os mesmos acordes, mesmo ritmo, a introdução É A MESMA MÚSICA. Nada justifica você dizer que a intro de Chiclete é uma porcaria, sem admitir que In The Flesh é uma porcaria também.

A não ser que a justificativa seja quanto ao estilo, o que também não faz o menor sentido. Se você considera o axé uma música simplória, acredito que uma adição DE PINK FLOYD seria um aumento na qualidade da música não? Isso significa que você tem como conclusão que o axé é ruim e irá construir todos argumentos baseados nessa, que foi a decisão inicial. Não existe análise ou discussão. Sua conclusão não é fundamentada. É portanto, eterna e indiscutível. Ou seja: um preconceito.

E esse preconceito impede que você enxergue a verdade. Um exemplo:

Sério, escute Play With Me. Se você conhece a Marcha Turca, de Mozart, aposto que você entendeu como uma homenagem certo? E porque Pink Floyd não pode ser homenageado, ou Top Gear. Sabe qual a diferença entre o exemplo de Extreme e os outros? Não, não é que um é bom e o outro é ruim, é pura e simplesmente porque tu curte rock. “Ah, mas quero chiclete tem 10 palavras na letra”, defende o rapaz que curtiu uma música que é quase molejão em inglês com uma marcha turca no início. A música de extreme perde FÁCIL para brincadeira de criança, em qualidade da letra. Além disso Axé é uma música feita, assim como 90% do Rock, para animar, cada um a sua forma. Se você quiser filosofar estava lendo Marilena Chauí Olavo De Carvalho Kant, não escutando Hair Metal.

“Mas como você consegue defender funk de putaria? Esse tipo de música é uma objetificação do corpo feminino/banalização do sexo/ofensa aos princípios morais da familia cristã” Amigo, música de putaria faz pela liberdade social algo que toda MPB, Tropicália e todos esses movimentos musico-sociais de hipsters comunistas JAMAIS FIZERAM! Combater ditadura com música codificada que 1% do pessoal vai entender é fácil. Difícil é fazer uma música que trate de tabu de maneira direta e conseguir um resultado positivo. E me desculpe o pessoal feminista hardcore, mas com a “objetificação sexual”, a Mayara fez 300 vezes mais pelo feminismo do que qualquer um de vocês, que só sabem ficar censurando piada e criticando novela.

O resumo da música da Mc Mayara é o seguinte: Ela cansou de manter namoro fake e ser traída e começou a sair com quem quer, quando quer e foda-se o resto do mundo. Direitos iguais. E enquanto vocês ficam berrando contra deputado conservador em DCE do congresso (a.k.a, comissão de minorias) e enfiando santa no rabo em protesto, Mr. Catra explicou o poliamor ao mundo e quebrou mais um paradigma da “familia cristã”. Enquanto isso, tudo que feminista consegue fazer é defender estuprador esquerdista. Porque né, existem prioridades até em ideologias.

E quanto ao estilo, vejo muita gente reclamando de Justin Bieber, Restart e etc. Quando vocês vão pensar numa baladinha de letra melosa, repetitiva, produzida por adolescentes fabricados pela mídia, lembram o que? Isso me lembra essa música aqui:

Sim. Beatles é 300 vezes mais modinha adolescente que qualquer Backstreet Boys. Deal With It.

Sério, vocês são muito intolerantes. Reclamam de Parangolé, Mas quando Alter Bridge faz o mesmo com Muse não vi ninguém reclamando. Não estou aqui dizendo que vocês tem que curtir tudo, mas aprendam a aceitar que o gosto dos outros é válido independente de quão ruim seja. As pessoas tem gostos diferentes e o que tu curte, ela odeia. Tudo pode ser aceito e se assim o for, o mundo se torna um lugar mais feliz. Aceitem o gosto das pessoas.

Exceto a pessoa dizer que beatles é legal. Até Nelton Pyter é mais legal que Beatles.

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