Dá o play macaco!!!

Que bonitinha que está a Wanessa Camargo grávida, Eu comeria ela e o bebê

Leia a piada acima. Você entende essa piada como uma afronta ao codigo civil e penal? Você acha que essa piada é algo chocante e que precisa de julgamento pelas autoridades ou é somente uma piada sem graça? Até quando o humor será considerado algo sério?

Vamos ser sinceros: Politicamente correto é uma bosta. Se você for fazer piadas que não ofendem ninguém ou que não criam esteriótipos, dificilmente sairemos do humor de bordão que contamina o nosso país. Uma piada é basicamente uma história sobre um certo esteriótipo, com um final surpreendente, as vezes engraçado.  Fazer humor sem demostrar, até certo ponto, Preconceito e ignorância, é o mesmo que fazer doce sem açúcar. Dá até pra fazer, mas não fica tão bom.

Isso sem falar que a verdade é que as pessoas se ofendem com besteiras. Pessoas que odeiam piadas de gordo e gostam de piada de japonês por exemplo, duvido que essa pessoa seja descendente de japonês e magra. As pessoas se ofendem porque as piadas mostram defeitos ou porque todo mundo está reclamando, no conhecido “nadar junto com o cardume”.

O único problema é quando o humor é usado pra repassar ódio e discriminação. Falar que “O negão escorregou e teve que ser socorrido porque o pinto ficou cravado no chão.” é diferente de dizer ” Esses pretos macacos são tão burros que merecem apanhar”. Um é somente uma piada sem graça enquanto o outro é somente uma demostração de raiva.

Todos temos preconceitos e não adianta fingir que isso não existe e que os “preconceituosos” tem que ser reprimido pela nossa sociedade puritana e justa. O humor é a ferramenta que usamos pra fazer graça das coisas tristes de nossa sociedade. E é isso que os humoristas tentam mostrar: A Hipócrisia brasileira.

Obs: tem um texto bom no contraditorium, sobre blogs de humor: 

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3 comentários sobre “Dá o play macaco!!!

  1. “Você entende essa piada como uma afronta ao codigo civil e penal? ”

    Eu não tenho que entender ou achar nada. É uma afronta à lei e pronto, tanto que o dito cujo está, DE FATO, sendo processado. Se alguém acha que a carga ética e moral embutida nas instituições da nossa sociedade é inútil, então que vá viver sozinho numa ilha, sem leis, nem preceitos constitucionais. Afinal, se tudo for levado na brincadeira, seja em relação à política ou à integridade psico-jurídica de alguém, nem precisamos viver em sociedade, pois ela, sem organização, simplesmente não existiria.

    Acho curioso o fato de essa nova anarquização adotada pelas gerações atuais estar virando modinha; o famoso “trolling”, o “foda-se pra tudo”, o “empurrar tudo com a barriga”… Parece que até o respeito virou uma coisa retrógrada e antiquada. Pois bem, só tenho uma coisa a dizer pra esses pseudo-atualizados: FODA-SE SUA MODINHA DO “FODA-SE”! Crise ético-moral é assunto sério, embora que nas suas cabecinhas isso seja apenas “BULLSHIT”, como tudo, para vocês, aparenta ser.

    Em suma, nem a corrupção política, nem esse humor imoral são coisas aceitáveis, muito menos corretas e, se ocorrem tanto é porque nós, a geração do “deixa a vida me levar” está permitindo. E são nessas pequenas coisas, como, por exemplo, na aceitação do posicionamento de Rafinha Bastos, que podemos, enfim, enxergar a mentalidade decadente dos brasileiros.

    TÁ TUDO ERRADO: OS POLÍTICOS, O RAFINHA E, PRINCIPALMENTE, NÓS, OS ACOMODADOS!

    Sem mais argumentos, abraço.

    Abraço kirby, Matheusinho (>’-‘)>

    • Me mostre onde está a afronta na legislação. A piada em momento algum denigre a imagem da wanessa. E não foi uma apologia à pedofilia.
      “Eu como ela… e o bebê”
      A unica coisa que dá pra alegar é que ele tratou ela como se fosse um objeto, mas machismo ou feminismo não é crime, somente é socialmente reprovável.
      O humor é uma forma de libertação de uma sociedade presa na hipócrisia, A piada foi infeliz e sem graça, mas ele tem o direito de dizê-la.
      Se a piada tivesse sido: “até o bebê come a Wanessa” seria uma injuria, mas no caso da piada que foi feita, não existiu injuria ou dano nenhum.

      Isso sem falar que semanticamente, a frase equivale a uma vontade dele, que não quer dizer que aconteceu, acontece ou acontecerá. Se fosse “eu comi ela e o bebê”, ai sim ela deveria entra com um processo de danos morais por difamação.

      Se a piada fosse contada sem ser falando da Wanessa não haveria nenhuma repercussão.

  2. Injúria (art. 140 do Código Penal):
    – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro

    • Dignidade e decoro possuem conceitos BEM ABRANGENTES. Aposto com você que é facílimo provar que o “infeliz comentário” de Rafinha Bastos ofendeu SIM a dignidade e o decoro tanto de Wanessa quanto do nascituro. “Eu comeria (praticaria ato sexual) com ela E com o BEBÊ”.

    Ameaça (art. 147 do Código Penal):
    – Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de CAUSAR-LHE MAL INJUSTO E GRAVE:
    Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

    • Não acho difícil provar que ameaçar fazer sexo com um NASCITURO seja um MAL INJUSTO E GRAVE, se você acha que isso não seria um mal, vá se tratar. Não preciso explicar mais, preciso?

    Se alguém dissesse, em rede nacional, que COMERIA sua mulher E SEU FILHO, duvido muito que não sentisse ofendida a sua honra. Concordo com o fato de isso só ter tido repercussão por ter ocorrido com a Wanessa (famosa e rica), no entanto, não é esse ponto que coloquei em pauta, afinal, eu acharia igualmente injusto e punível se tivesse ocorrido com qualquer outra pessoa. Não quero que o humorista seja punido exacerbadamente, acho mais válido o exemplo social de que ele vai servir, pois, falando em termos chulos, essa nossa sociedade está bem AVACALHADA.

    Se a Wanessa, ou o marido dela, se sentiram ofendidos com o fato, eles têm SIM o direito pleno de recorrer judicialmente. Não obstante, a indenização de tal crime, se você não sabe, é meramente de ações sociais e doações de cestas básicas, logo, você pode ver que as intenções do processo não foram de lucro financeiro, mas sim de mera vontade de proteger sua dignidade pessoal.

    Por fim, minha crítica não é diretamente ao ato do humorista, o que, sinceramente, é até um pouco ridículo se comparado com outras situações muito mais graves, apenas utilizei a situação como brecha e exemplo, Minha crítica é essencialmente relacionada à deturpação de princípios dessa geração, a qual condena a moralidade, transformando tudo em piada, seja em relação à corrupção política ou à um mero desrespeito à dignidade alheia.

    É disso que devemos imbuir nossas mentalidades? De escárnio ao próximo, de banalização da ética, de transformação da moral em chacota? É válido excluir, caluniar, difamar, “trollar”, ser hater nesses dias…? É bonito, é legal, TÁ NA MODA?

    Pois sigam vocês essa moda, eu prefiro ser antiquada.

    :*

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