A prefeitura

 

Um grande homem se tornou prefeito da maravilhosa cidade de Lugar Nenhum, com 10 mil habitantes. O prefeito é um amor de pessoa. Competente, honesto e corajoso. Um verdadeiro herói dos tempos modernos. O governo estadual lhe repassa um milhão de dinheiros por mês e com sua habilidade de manejar as contas públicas, criou duas maravilhas: Uma escola pública de qualidade e um belíssimo hospital.

Só que Lugar Nenhum faz divisa com Filhadaputopólis, de 100 mil habitantes, e Nova Caralhinhos, com 50 mil. Ora, tendo um bom hospital de graça a 15km, quem vai querer ficar nos hospitais ruins dessas duas cidades? Todo mundo das cidades vizinhas foram conhecer aquelas belíssimas construções e a população da região se sentia confiante que agora a grande República do Bananal iria finalmente se desenvolver. Agora vai meu fí!

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O mundo das máscaras

 

Um indício seguro de barbarismo num povo é a atenção excessiva concedida aos sinais convencionais de boa educação e o desprezo ou ignorância dos princípios básicos da convivência que constituem a essência mesma da boa educação. O bárbaro, o selvagem, pode decorar as regras e imitá-las na frente de quem ele acha que liga para elas. Mas não capta o espírito delas, não percebe que são apenas uma cartilha de solicitude, de atenção, de bondade, que pode ser abandonada tão logo a gente aprendeu o verdadeiro sentido do que é ser solícito, atencioso e bom. - Olavo de Carvalho

Bom senso é como dinheiro: Quase todo mundo tem menos do que o necessário e no final do mês sempre está faltando. Todo mundo sabe disso e se existe alguém que não lembra, o universo vai fazer questão de te lembrar essa semana ainda com alguém falando mal de uma amiga de tua namorada na frente dela ou qualquer coisa do gênero. Isso existe desde sempre e se Íxion tinha coragem de pegar a mulher de Zeus e ainda sair espalhando podemos retraçar alguns milênios de insanidade na raça humana.

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Super mega blaster ultra mimimi gay pra caralho

Não sei como começar isso aqui. Dizem que a primeira coisa que você precisa para abrir seu coração é ser sincero consigo mesmo e essa é a maior sinceridade que consigo, simplesmente não sei como começar o texto. Se um dia eu for um escritor famoso, uma pergunta que gostaria que fosse feita é “qual é a parte mais difícil de escrever?”

A resposta seria: O primeiro paragrafo ou primeira palavra, talvez a primeira letra.. Um texto de duas mil palavras, ou melhor, um livro de 85 mil palavras, tem sua primeira frase mais difícil do que todo o resto, que simplesmente flui. A introdução desse texto ficou uma merda? Sem dúvida, mas pelo menos eu me livrei desse grande problema que é começar o texto. Se você nunca leu um mimimi gigante nesse blog, em palavras rápidas, é um texto de reflexão que faço no meu aniversário sobre o ano que passou. E para facilitar, dividirei o texto em várias partes, cada um com uma música para repassar minha situação. Enjoy.

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O sonegador de leões

 

“O Brasil cobra muito imposto porque o pessoal sonega muito.”
“O imposto no Brasil é abusivo e por isso a sonegação é justa.”

Antes de rebater essa frase, você sabe o nome de todos os impostos em vigência no país? Existem muitos. Desses tem alguns que a competência da cobrança é fácil de saber, como o IPTU que é municipal, só que tem uns mais confusos, como o ICMS.

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O ICMS varia de acordo com o estado, com o tipo de produto (e existem centenas, talvez milhares de classificações de NCM), existe a questão do crédito para se analisar e ainda existe, além do ICMS, o ICMS antecipado. Esse crédito existe porque o ICMS é cobrado em cima do próprio ICMS as vezes, assim como em cima do PIS e CONFINS, que também são variáveis a depender do produto e além desses 3, temos que lembrar do IPI que além de todos esses detalhes de classificação, pode, através de medidas provisórias, mudar de valor de uma hora para a outra.

E nisso já temos um fluxograma de pelo menos umas 5 folhas com umas 100 laudas de apêndice com 4 impostos. Ai você vai adicionando os impostos sobre a carteira de trabalho, que é repassado ao preço do produto, assim como outros tantos e tantos impostos que se acumulam e se relacionam entre si. Pra variar, todos os dias editam regras através de leis federais, estaduais, municipais, decretos, portarias e etc.

Então temos inúmeras leis, que ninguém conhece todas e que mudam TODOS OS DIAS,, além disso, graças a burocracia, erros ocorrem o tempo todo, de forma que é necessário, quando a fazenda percebe um erro, que o empresário recorra e aqui cairemos em processos de 300 mil tecnicalidades, ações de inconstitucionalidade, declarações de ilegalidade e um sem fim de recursos, cada um cheio de inúmeras coisas a se analisar e inúmeros prazos de forma que vejamos o panorama final:

A fazenda não tem como investigar, porque simplesmente nem tem como exatamente perceber o que está certo ou errado, basicamente eles só vão investigar o que está óbvio e mesmo assim não acham.

O empresário não tem como pagar os impostos porque nem ele, nem seus contadores e nem seus advogados entendem exatamente o que está ocorrendo. Se por um acaso, o governo multá-los é que vão procurar entender aquele ponto pra ganhar o processo.

Então, temos um cenário que o governo não entende o sistema tributário, o empresário não entende, os profissionais também não. Considerando que fiz o resumo mais simplificado da situação tributária nacional, deu quinhentas palavras, que tal se, antes de discutir se está alto ou baixo, se é uma desobediência civil justa ou se é um atentado ao estado democrático de direito, simplificássemos um pouco as coisas para, sei lá, alguém entender exatamente do que está falando?

Não adianta, no cenário atual, discutir a questão penal da sonegação, seus efeitos na administração, a economia nacional ou até mesmo a questão da informatização e do SPED Fiscal, se você simplesmente é incapaz de saber exatamente o que está sendo cobrado. O governo e os empresários fazem as contas hoje, sem saber os números e não atoa, sai tudo sempre errado. Ou o governo é processado para restituir algo que foi cobrado indevidamente, ou o empresário é processado por sonegação.

Mas esse é o país que cobra 53% de imposto na gasolina, produto de monopólio ESTATAL e por achar que ela está muito cara, ao invés de, sei lá, baixar os impostos, dá subsídio. Esperar que a galera lá do governo saiba fazer contas é pedir demais. E ainda tem gente que diz que se surpreende como o Brasil consegue, com tanta riqueza, ser tão ruim. Eu me surpreendo o quanto ele ainda consegue acertar com tanta incompetência.

Porque Neymar merece ganhar mais do que um paramédico

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Disclaimer: Esse texto foi postado no facebook, como um comentário à imagem acima. Como muitas pessoas, inclusive eu, gostaram do resultado, postarei ele aqui, para que eu não precise reescrevê-lo, para que não se perca e etc. Dei uma aprimorada nele, já que os comentários do facebook não são tão bons para escrever. Enjoy! Ah sim, leia de mente aberta, talvez você consegua entender um pouco as coisas…

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Argumentos falhos que todos os idiotas sempre usam: Desigualdade econômica/social

Hoje vou ser polêmico, mas prometo que vou fundamentar bem o que eu quero dizer. Não é exatamente estranho ver pessoas inteligentes falando em desigualdade social pura e simplesmente porque não se parou pra pensar sobre o que isso significa. O fato inegável e que vou repetir o texto inteiro é bem simples: Distribuição de renda não é um problema, nunca foi e nunca será. Para tal, prometo não encher o texto de termos difíceis ou autores. Pretendo fazer um texto simples que mostre a obviedade do fato até para uma pessoa de dez anos.

Antes de qualquer coisa, pensemos na relação entre riqueza e dinheiro. Um conceito básico que não devemos esquecer NUNCA é que dinheiro é um meio, não um fim. Com dinheiro você compra as coisas, ele é o objeto que você vai usar para conseguir RIQUEZA. Consideremos uma bala de dez centavos. Sua moeda de um real é só um meio para comprar a bala. A função do dinheiro é somente facilitar as trocas de bens. Tendo em vista isso, quando ocorre uma variação de preço em todos os produtos, seja para mais (inflação) ou para menos (deflação), não foi as coisas que encareceram ou diminuiu, mas o próprio valor do dinheiro que mudou.

Ou de forma resumida: Sendo o dinheiro um meio para comprar as coisas, se tudo fica caro, é o dinheiro que desvalorizou. Ou seja: Por mais que o valor nominal (aqueles números impressos na nota ou moeda) não mudem, seu valor real é variável.

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Sobre preços altos, custo benefício e boicotes

As coisas são caras no Brasil. Quantas vezes já escutamos isso não é? Existem inúmeras teses famosas que explicam isso. Impostos, empresas mercenárias, problemas econômicos e até mesmo a cultura do brasileiro. Mas isso tudo é uma análise profunda que ignora o óbvio: Os preços são altos porque compramos. Não importa quão controlada seja uma economia, ela sempre obedecerá, de um jeito ou de outro, a chamada lei da oferta e da demanda, que por sua vez, obedece a lei da escassez.

Nada é infinito no universo. Qualquer coisa tem um limite na quantidade em que está disponível para o uso. É o que um negro que não precisou de cotas e de camisa do PSTU, Thomas Sowell, chama de lei da escassez. A relação direta entre a quantidade que existe de algo num sistema (oferta) e o desejo em usufruir daquilo (demanda) está relacionado à vida desde sempre e afeta tudo diretamente, da evolução natural das espécies ao ovo de chocolate que custa cinquentão. Um preço é uma relação direta entre a quantidade que as pessoas desejam algo e a quantidade que existe esse algo. Assim, o desejo é fator importante no preço. Apesar de ambos serem silício, um pedaço de vidro e um processador não tem o mesmo valor. Basicamente porque as pessoas preferem a utilidade de um processador à de um pote de vidro.

Duzentas palavras e não falei nada que não seja óbvio, só que em termos difíceis para parecer inteligente. Pra facilitar sua vida, amigo preguiçoso, estou te fazendo focar onde começa o assunto de verdade. Tudo que escrevi acima é pra explicar o seguinte: Um preço tem relação direta com o quanto o consumidor quer algo. Bata o pé, faça passeata contra o capitalismo se quiser, mas o fato é que, para a população, o ovo de páscoa não está caro. Algo “caro” é algo que não vale a pena ser comprado. Se estivessem realmente caros, poucas pessoas comprariam, o que vendo as filas que vi essa semana, não é verdade. O fundamento mais importante que uma teoria deve ter é o da realidade. Sem isso, é inútil. E ai, escuta uma musiquinha pra esquecer o seu fracasso como analista de qualquer coisa.

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É o amor…


“Amor é acordar o companheiro de manhã com um boquete” - Israel Nobre

Se eu fosse fazer alguma aposta com alguém de  “qual o termo mais usado na história da humanidade, considerando todas as variações de todos os idiomas, eu chutaria “amor”. Esse sentimento é, de modo geral, algo perene em nossa cultura. E tal qual reacionário “beleza”, normalmente as pessoas são incapazes de conceituar um termo que usam diariamente.

Antes de mais nada, admito que gosto de pensar sobre coisas desnecessárias. Provavelmente, o que está escrito aqui, se é que você vai chegar ao final, não vai fazer diferença nenhuma em sua vida. Também admito que sou um analfabeto filosófico e alguém provavelmente já falou o que eu disse. Então, se quiserem continuar esse texto, tenham em mente essas coisas:

1° – Esse texto não é uma verdade inexorável, é só minha visão.

1.5° – Inexóravel se pronuncia “inêzôrávéu” e você sempre esteve errado.

2° – Nada do que for escrito aqui tem embasamento em escola filosófica, psicológica ou neurológica nenhuma. É só um pensamento livre de uma mente burra (ou como prefiro, filosoficamente não contaminada, porque pensar com a conclusão dos outros é fácil). Dito isso, prosseguirei.

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Correria

“Estou na correria” é uma frase muito dita quando alguém que você não vê a algum tempo se bate contigo. Bem, normalmente é mentira e o maluco é mega desocupado e não faz nada da vida, mas é aquela velha questão de prioridades. Conversar com gente chata é menos importante do que assistir Divertics coçando o saco, por dentro da cueca.

PS: Joguem Mirror's Edge, que é foda

PS: Joguem Mirror’s Edge, que é foda

Mas, hoje, o termo Correria se aplica bem ao meu final de ano. Basicamente, das férias de Julho pra cá, projetos sairam do papel, reviravoltas, problemas, soluções, muita coisa apareceu. É aquele negócio né, o gigante acordou e pra não dizer que ele é incopetente, tinha que fazer algo na vida de alguém. E na verdade, o problema nem são as mudanças em si, o problema é que muita coisa ainda está acontecendo em estado inicial. Além disso, tem muita coisa que já está planejada pra eu viver, que provavelmente mudará muita coisa. Então dessa vez vou ficar devendo, Okey?

Favoritem e me cobrem as retrospectiva em agosto.

Sobre o radicalismo musical, plágios e o egocentrismo…

Um substantivo é um termo que define um ser ou uma coisa. E é inerente à linguística a habilidade de passar juízo de valor através da conceituação de termos. Para algumas pessoas, o conceito de uma pessoa musicalmente eclética é uma pessoa aberta a novas possibilidades, que não restringe, através de preconceitos, o conhecimento de novas músicas. Por outro lado, ecléticos podem ser definidos como pessoas indecisas e sem senso crítico, que gostam de tudo.

Dito isso, admito que sou uma pessoa de gosto (e desgosto) musical extremamente variado. Curto Funk putaria , Progressivo, Speed Metal e Música clássica. Mas não curto funk ostentação, Death Metal ou MPB. E é importante frisar, nenhum dos estilos que disse, exceto o funk ostentação, são 100%. E o próprio funk ostentação não é nada contra o estilo em si, mas contra a própria ideia da ostentação.

Sakamoto faz de zueira, só pode

Também não precisa exagerar

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